sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Quem está comprando imóveis, hoje, no Brasil?



Então,

Basicamente as pessoas que estão com o recurso do investimento todo em mãos, os mais abastados das classes AA e A, ou aqueles que fazem parte das classes C e D de acordo com a classificação do governo, esta que determina quem recebe mais ou menos subsídios.

Quer ler a matéria completa? Clique abaixo que eu descrevo melhor. Mas, se você é desses que não gosta de ler muita coisa, comente em baixo e compartilhe com os amigos, responderei a todas as questões.



Altas de taxas de juros, crédito mais caro, fechamento do ano com economia em recessão, todos esses fatores contribuem para uma diminuição na procura por financiamentos.

Economistas aconselham a não fazer nada nesse período e aguardar uma caída de preços, e nisso eu enxergo duas atrocidades:


  1. Será que o economista está colocando na balança que eu pago um aluguel de um salário todo mês e que esse dinheiro não vai retornar? Que o aluguel que eu pago esse ano, pode sem prévio aviso, subir por conta do proprietário que precisa cobrir os custos diários impostos pelo governo (custos esses que também são dirigidos a mim)? Talvez, fazer um financiamento, mesmo pagando mais no fim, saia mais barato que continuar pagando por um imóvel que nunca vai ser meu!
  2. Em alguns anos de mercado - e com o pouco conhecimento que tenho - Valor de imóvel, cai (abro ressalvas para acomodação de preços frente a um mercado que se valorizou acima da média nos últimos 10 anos)?
Para ambas as questões acima eu digo que não. O economista não pensa na sua saúde emocional em estar em seu imóvel, muito menos na moral de morar naquilo que é seu. A única saúde na qual ele pensa é a do seu bolso e normalmente é aquela que te domina, isso é justo? Ele já está na casa dele e você?

Bom, mas fugi um pouco do assunto só para dizer que as classes B e C estão com maiores dificuldades para conseguir seus imóveis, justamente por causa dessas barreiras econômicas que enfrentamos hoje.

Assim as classes A e AA que às vezes possuem esses recursos em mãos, não se importam em se descapitalizar (no caso a classe A, uma vez que a AA ainda pode preferir um financiamento e eu já digo o porquê) para conseguir vantagens em uma mesa de negociações. A classe dos mais ricos pode ainda preferir o financiamento pois quase sempre têm mais dinheiro investido em outros mercados que sobrem as taxas de juros cobradas pelos seus bancos e seus rendimentos mensais conseguem cobrir os valores de parcela: Eles pagam pelo imóvel sem sofrer descapitalização (êta mundo bom! - sem jabá para nenhuma telenovela).

Por mais que a economia esteja à beira de uma recessão, algumas pessoas ainda compram e adquirem produtos por simples satisfação pessoal, o dito status. "Para se ter uma ideia, em março deste ano foi realizada a primeira edição do Luxury Lab Br, em que se discutiu os rumos do mercado de luxo no País (...) a previsão é de um potencial crescimento até pelo menos 2019" - Infomoney, 20 de abril. Isso quer dizer que teremos pelo menos mais quatro anos de injeção de dinheiro da ponta mais afortunada da pirâmide para baixo.

Já as classes C e D, detêm maiores vantagens junto ao assistencialismo do governo federal que, além de proporcionar taxas de juros irrisórias (menos de 5% a.a.) ainda entregam subsídios grandes que realmente ajudam na compra de seu primeiro imóvel.

Vale lembrar que 2016 começou com uma modificação nessas taxas e subsídios com os novos padrões do Programa Minha Casa Minha Vida 3, com novas classificações de renda e distribuição de benefícios. Por isso confira com uma agência.

Mas há uma saída para quem deseja comprar um imóvel, mas não quer passar por um financiamento e uma delas é o consórcio imobiliário. Funciona assim: Você compra uma carta de crédito e paga suas parcelas até ser sorteado ou pode dar lances mensais para poder usar esse crédito. As cartas têm prazos que podem chegar a 180 meses e NÃO TEM JUROS como o financiamento, isso quer dizer que você pode comprar seu imóvel à vista sem pagar juros, mas existem algumas peculiaridades:

  1. Cuidado com a parcela: Os valores podem ser bem mais altos que o do financiamento, uma vez que o tempo é menor;
  2. Verifique as taxas de adesão e as condições para desistência;
  3. A carta contemplada é um crédito, o que significa que, mesmo que você seja contemplado e compre seu imóvel por intermédio de um consórcio, você deve pagar as parcelas até o final do contrato.
Atendidas as exigências, um consórcio pode ser a solução para a compra das classes B e C sem maiores custos.

Vou ficando por aqui. Dúvidas, deixem nos comentários, responderei a todos. Forte abraço.

Ribeiro Neto
Especialista Imobiliário

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